O Armário Tique-Taque
Era uma vez um quarto como qualquer outro.
Tinha cama, tinha tapete, tinha janela com cortina azul.
E tinha um armário.
Um armário grande, de madeira escura, com duas portas e um puxão dourado.
Ele ficava ali, parado, desde sempre.
Mas naquela noite, algo diferente aconteceu.
Perto da meia-noite, quando o relógio da sala bateu doze badaladas, o armário começou a fazer um som.
Tique.
Taque.
Tique.
Taque.
Não era o relógio. O relógio ficava lá embaixo.
Era o armário.
O som vinha de dentro dele. Como se houvesse um coração de metal batendo devagar.
Lia, a gata de pelúcia que morava em cima da estante, arregalou os olhos de botão.
— Você está ouvindo isso? — ela perguntou baixinho para o Coelho de Orelha Caída, que estava encostado no travesseiro.
O coelho não respondeu. Ele só tremia.
O tique-taque continuou.
Tique.
Taque.
Tique.
Taque.
Parecia que algo dentro do armário queria sair. Mas não saía. Só fazia aquele barulho.
A cortina da janela se mexeu, mas não havia vento.
O tapete parecia mais frio do que antes.
E o som do armário… ele mudou.
Agora era diferente.
Tique… taque… tique… taque…
Mais lento. Mais pesado. Como se o tempo estivesse andando devagar dentro daquela madeira escura.
— E se for um relógio? — sussurrou a gata.
— Relógios não ficam dentro de armários — respondeu o coelho, finalmente.
— E se for o tempo? — perguntou a gata.
O coelho não sabia o que dizer.
Então, algo aconteceu.
A maçaneta dourada do armário brilhou.
Só um pouquinho. Como se alguém tivesse acendido uma lanterna lá dentro.
E o tique-taque parou.
Silêncio.
Um silêncio tão grande que dava para ouvir o próprio coração batendo.
Lia e o coelho se entreolharam.
— Vamos abrir? — perguntou a gata.
— De jeito nenhum — disse o coelho.
Mas a maçaneta brilhou de novo. Mais forte.
E então, uma voz saiu de dentro do armário.
Uma voz suave, como se fosse feita de algodão e risadas guardadas.
— Posso sair? Já é hora de brincar.
A gata pulou da estante.
O coelho se levantou no travesseiro.
— Quem é você? — perguntou Lia.
— Sou o Guardião do Tempo dos Brinquedos. Quando todos dormem, eu cuido dos segundos que viram histórias. Mas meu relógio quebrou. Preciso de alguém para ajudar a consertar.
A maçaneta brilhou mais uma vez.
E a porta do armário rangeu.
Só um pouquinho.
Só o suficiente para deixar passar uma luz dourada pelo vão.
Lia olhou para o coelho.
O coelho olhou para Lia.
— Vamos? — disse a gata.
O coelho respirou fundo.
— Vamos.
E os dois pularam para dentro da luz.
A porta fechou sozinha.
E o tique-taque recomeçou.
Tique.
Taque.
Tique.
Taque.
Mas agora, dentro do armário, havia risadas.
E o som de uma brincadeira que nunca termina.
Na manhã seguinte, a maçaneta dourada ainda brilhava.
E quem passasse perto, bem pertinho, podia ouvir:
Tique… taque… tique… taque…
E, bem baixinho, um riso de criança.
Mas nenhuma criança morava naquela casa.
Pelo menos… nenhuma que se visse.
Tinha cama, tinha tapete, tinha janela com cortina azul.
E tinha um armário.
Um armário grande, de madeira escura, com duas portas e um puxão dourado.
Ele ficava ali, parado, desde sempre.
Mas naquela noite, algo diferente aconteceu.
Perto da meia-noite, quando o relógio da sala bateu doze badaladas, o armário começou a fazer um som.
Tique.
Taque.
Tique.
Taque.
Não era o relógio. O relógio ficava lá embaixo.
Era o armário.
O som vinha de dentro dele. Como se houvesse um coração de metal batendo devagar.
Lia, a gata de pelúcia que morava em cima da estante, arregalou os olhos de botão.
— Você está ouvindo isso? — ela perguntou baixinho para o Coelho de Orelha Caída, que estava encostado no travesseiro.
O coelho não respondeu. Ele só tremia.
O tique-taque continuou.
Tique.
Taque.
Tique.
Taque.
Parecia que algo dentro do armário queria sair. Mas não saía. Só fazia aquele barulho.
A cortina da janela se mexeu, mas não havia vento.
O tapete parecia mais frio do que antes.
E o som do armário… ele mudou.
Agora era diferente.
Tique… taque… tique… taque…
Mais lento. Mais pesado. Como se o tempo estivesse andando devagar dentro daquela madeira escura.
— E se for um relógio? — sussurrou a gata.
— Relógios não ficam dentro de armários — respondeu o coelho, finalmente.
— E se for o tempo? — perguntou a gata.
O coelho não sabia o que dizer.
Então, algo aconteceu.
A maçaneta dourada do armário brilhou.
Só um pouquinho. Como se alguém tivesse acendido uma lanterna lá dentro.
E o tique-taque parou.
Silêncio.
Um silêncio tão grande que dava para ouvir o próprio coração batendo.
Lia e o coelho se entreolharam.
— Vamos abrir? — perguntou a gata.
— De jeito nenhum — disse o coelho.
Mas a maçaneta brilhou de novo. Mais forte.
E então, uma voz saiu de dentro do armário.
Uma voz suave, como se fosse feita de algodão e risadas guardadas.
— Posso sair? Já é hora de brincar.
A gata pulou da estante.
O coelho se levantou no travesseiro.
— Quem é você? — perguntou Lia.
— Sou o Guardião do Tempo dos Brinquedos. Quando todos dormem, eu cuido dos segundos que viram histórias. Mas meu relógio quebrou. Preciso de alguém para ajudar a consertar.
A maçaneta brilhou mais uma vez.
E a porta do armário rangeu.
Só um pouquinho.
Só o suficiente para deixar passar uma luz dourada pelo vão.
Lia olhou para o coelho.
O coelho olhou para Lia.
— Vamos? — disse a gata.
O coelho respirou fundo.
— Vamos.
E os dois pularam para dentro da luz.
A porta fechou sozinha.
E o tique-taque recomeçou.
Tique.
Taque.
Tique.
Taque.
Mas agora, dentro do armário, havia risadas.
E o som de uma brincadeira que nunca termina.
Na manhã seguinte, a maçaneta dourada ainda brilhava.
E quem passasse perto, bem pertinho, podia ouvir:
Tique… taque… tique… taque…
E, bem baixinho, um riso de criança.
Mas nenhuma criança morava naquela casa.
Pelo menos… nenhuma que se visse.
Suspense leve para ouvir com a família.
Esta história foi criada para ser divertida e intrigante, sem causar medo ou trauma.